Pular para o conteúdo principal

 Filha amada de um Deus Eterno, infalível e presente.  

Sou esposa, mãe — inteira, ainda que imperfeita.  

Minha missão floresce no chão sagrado do lar, onde a eternidade se entrelaça ao cotidiano.  

Minha fé não é um adorno, é raiz.  

É nela que me firmo quando tudo balança, é nela que repouso quando o cansaço vem.  

Cristã por convicção, por graça e por amor, sigo os passos de um Salvador que não desiste de mim.  

Sempre amei palavras.  

Em silêncio, as devorava nos livros; na cozinha, as temperava com afeto; nos filmes, as buscava em gestos não ditos.  

Mas nunca pensei que, um dia, elas sairiam de mim.

Foram meus filhos — presentes de Deus e espelhos da Sua bondade — que, com sua pureza e incentivo, me despertaram para algo maior.  

“Escreve, mãe.”  

Relutei. Mas obedeci.  

E ali, entre uma vírgula e outra, encontrei algo que nunca soube que me faltava: meu propósito.  

Hoje, escrevo como quem ora.  

Semeio amor em palavras impressas, na esperança de que, em algum lugar, alguém colha consolo, luz ou recomeço.  

A literatura me encontrou — e eu, enfim, me reconheci.


Comentários