Quando surgiram os primeiros rumores de uma pandemia, mal podíamos acreditar. Era como se estivéssemos vivendo cenas de um filme de ficção, onde o mundo de repente mergulhava em caos. Mas então, a pandemia nos atingiu de verdade. Ficamos atordoados, paralisados pelo medo do desconhecido. De um dia para o outro, tudo que considerávamos certo e seguro desmoronou. O mundo, que sempre corria, simplesmente parou. As ruas vazias. As escolas fechadas. Todos em casa, tentando lidar com um novo tipo de silêncio — o silêncio das ruas e o barulho interno de medos, incertezas e reencontros.
Pais e filhos que mal se conheciam, agora dividindo o mesmo espaço, dia após dia. Famílias inteiras forçadas a encarar um novo ritmo, e nesse confinamento inesperado, muitos redescobriram algo esquecido: o valor de estarem juntos. Sim, houve dor. Houve perda. Mas no meio desse caos, sonhos foram resgatados, metas de vida repensadas, e ideais outrora adormecidos ganharam nova vida.
Ricelly, com uma criatividade que emociona, traz à tona a história de uma vila que nunca parava, até que o inevitável aconteceu: tudo precisou parar. E, no silêncio forçado, as vidas dessa vila foram transformadas de maneiras inesperadas. Uma história que reflete a nossa jornada, que evoca uma saudade dolorida dos anos 2019-2021, e nos leva a reavaliar nossas prioridades — aquelas que o cotidiano agitado teima em esconder.
Convido você e sua família a mergulhar nesse conto nostálgico e reflexivo, que nos faz, inevitavelmente, a pensar sobre o que realmente importa como criados à imagem e semelhança de Deus.
Ester Ribeiro
Cristã, esposa, mãe de cinco filhos, médica nefrologista, escritora dos livros Estudando o Breve e Meu Corpo, idealizadora do Cantando Breve.

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